EXAME DA MAMOGRAFIA: ENTENDA COM DETALHES COMO FUNCIONA

exame da mamografia
Exame da mamografia

A mamografia é um assunto, além de muito interessante, extremamente relevante. É um exame que ainda possui algumas interrogações, pois muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre ele. Tanto aquelas que já fizeram, quanto aquelas que nunca fizeram possuem alguns questionamentos que serão abordados nesse texto.

Traremos informações sobre como ela é feita, para que serve, quais seriam os benefícios que ela traz. Será que é realmente necessária? É um exame doloroso? Em qual momento deve ser feito? E os resultados, como lidar com eles? Você, por exemplo, já fez mamografia? O que achou?

É um exame que realmente traz muitas dúvidas. Inclusive divide opiniões sobre o assunto. Cada uma dessas opiniões deve ser avaliada cuidadosamente. Hoje iremos falar um pouco sobre esse assunto tão crucial de ser discutido.

Para que serve o exame da mamografia?

Comecemos então pelo básico: para que ele serve?

Quando se fala de mamografia é necessário falarmos também sobre a incidência do câncer de mama. Esse tipo de câncer está entre os dois tipos mais frequentes nas mulheres. É uma incidência alta em comparação aos outros, e, por isso, bastante preocupante.

Devido a essa situação, foi estabelecido um padrão de rastreamento para as lesões mamárias. A mamografia é um exame que vai rastrear essa população em massa. E por que isso é importante?

Uma das coisas fundamentais e que pode fazer muita diferença é o rastreamento precoce, ou seja, casa haja um câncer, que seja detectado o mais precocemente possível.

Quando a mulher possui um nódulo, ou sente algo duro na mama, ou tem uma secreção saindo do mamilo, existe a possibilidade de existir um câncer. Obviamente não são todos os casos, mas é fundamental estar alerta.

Então, se existe um exame que propõe detectar a presença de um câncer que pode estar em desenvolvimento, é interessante que a gente leve esse exame em consideração. Principalmente havendo a possibilidade de detectar de forma precoce.

O rastreamento precoce ainda é uma ideia muito pequena. Infelizmente ainda existem muitas mulheres que são afetadas pelo câncer de mama e morrem por conta de um diagnóstico no estado já avançado.

Quando está em estágio avançado, o câncer pode se espalhar para outros órgãos. Quanto maior ele for e quanto mais for crescendo, maior o risco de se disseminar para outros órgãos. Os órgãos nos quais ele mais se instaura são o pulmão, os ossos e o fígado.

Quando há retirada da mama no tratamento, existem suas desvantagens, porém, é algo sem o qual conseguimos viver. Contudo, quando falamos pulmão, ossos e fígado, são órgãos fundamentais para nossa vida. O que torna tudo isso mais preocupante e o diagnóstico precoce mais essencial.

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Como funciona a mamografia?

A mamografia é um exame feito por um técnico e laudado por um médico.

E o que esse exame vai encontrar? Uma das suas funções é fazer um rastreamento de lesões que não são visíveis. Ele detecta alguns pontinhos na mama que são chamados de microcalcificações. Esses pontinhos não são vistos em alguns exames como ultrassom e não são palpáveis.

As microcalcificações podem ser um indicativo de que existe um tumor iniciando dentro da mama. Muitos cânceres se manifestam por esse meio. A mamografia consegue detectar também a extensão das calcificações.

Outra função da mamografia é para ter um panorama geral da mama. É necessário ficar atento porque existe um tipo de mama, denominado mamas densas, para as quais a mamografia acaba sendo um recurso limitado.

Isso ocorre porque a nossa mama é composta por tecido fibroglandular e gordura, quando a sua mama possui muito tecido fibroglandular, a mamografia pode acabar não detectando alguma lesão que pode estar ali.

Na maior parte dos casos é um exame sem dor e que pode trazer um leve desconforto. Tudo isso depende muito da habilidade do técnico que está realizando seu exame.

Ao realizar o exame, se o técnico for bastante experiente ou se estiver acompanhado de um médico que possa fazer um diagnóstico, caso haja uma alteração detectada no momento, eles podem solicitar também um exame adicional chamado compressão ou magnificação mamária.

Muitas pessoas falam sobre a questão da radiação que o exame traz. Existe radiação sim no exame, contudo, o que a Sociedade Brasileira de Radiologia afirma é que é um índice pequeno.

Diante disso, fica a critério da mulher avaliar as vantagens e desvantagens do exame. Como vimos, ele é importante para mapear um possível câncer de mama e trazer um diagnóstico precoce. Contudo, a mulher precisa se sentir bem e confortável com aquilo, então é interessante que avalie bastante os prós e contras.

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O que fazer se detectada alguma anomalia?.

No ano de 1993 o Colégio Americano de Radiologia criou um protocolo de classificação para todas as lesões encontradas na mamografia. Essa classificação é denominada BI-RADS, uma sigla em inglês que significa Breast Imaging Reporting and Data System.

O BI-RADS é um padrão de laudos da mamografia. Dependendo do que aparecer nesse laudo, existe uma classificação que pode ser de maior ou menor risco.O laudo possui sete classificações, de 0 a 6.

Quando no exame aparece a categoria 0 significa que o exame está inconclusivo e precisa de um outro método de imagem, como por exemplo, a ultrassom.

A categoria 1 e 2 significa que não apareceu nada no exame, que está tudo dentro da normalidade. A diferença é que a categoria 1 só aparece o próprio tecido mamário. Já na categoria 2 podem aparecer algumas calcificações, nódulos de gordura, etc, mas que não indicam nada de risco.

A categoria 3 significa um risco de 2% para câncer de mama. Diante disso, seu médico irá avaliar qual o melhor caminho a seguir. Contudo, o procedimento padrão é repetir o exame após 6 meses. Essa categoria é considerada uma lesão provavelmente benigna.

A categoria 4 também é uma categoria de risco e pode indicar de 2% a 95%. É uma categoria com suspeita para câncer de mama. Ela é dividida em subcategorias:

  • 4A= risco baixo. De 2% a 10%
  • 4B= risco intermediário. De 11% a 55%
  • 4C= risco elevado. De 51% a 95%

Já a categoria 5 possui um nível alto de risco de 95%, considerado fortemente suspeito para câncer.

Para a categoria 4 e 5 geralmente é necessário fazer uma biópsia. Essa análise vai ser importante para definir o que é, se vai ser necessária uma intervenção cirúrgica ou não. Todas as variáveis serão analisadas pelo médico.

Por fim, a categoria 6 que indica que você já possui uma lesão e que o diagnóstico dessa lesão é de câncer de mama.

Lembrando que é fundamental que você mostre ao médico seus exames. É ele que terá uma leitura técnica sobre a sua situação e poderá avaliar o melhor procedimento.

Em mamas densas, por exemplo, como vimos, as lesões podem acabar não sendo detectadas. A partir disso, o médico irá dizer se precisa de um novo exame ou como ele irá prosseguir.

Independentemente do resultado, é sempre bom ressaltar a importância do acompanhamento médico. Converse sempre com ele (a) sobre o que lhe causa angústia ou medo e assim ele (a) poderá te orientar da melhor forma possível.

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Preciso mesmo fazer o exame da mamografia frequentemente?

O INCA e o Ministério da Saúde recomendam que a mamografia seja feita a partir dos 50 anos e até os 59 anos. A frequência seria a cada dois anos.

Já o Colégio Brasileiro de Radiologia e a Sociedade de Mastologia possuem um posicionamento diferente e recomendam a primeira mamografia aos 35 anos. As demais seriam realizadas a partir dos 40 anos e, se estiver tudo bem no exame, uma vez ao ano.

Você pode estar se perguntando, então como devo proceder? Converse com o seu médico mastologista, pois ele irá avaliar de acordo com o seu caso quais são as suas necessidades. Com relação à idade e a frequência anual ou bianual, vai depender da individualidade de cada pessoa.

 

Entenda a importância da detecção precoce

Acima de tudo, é essencial que a gente compreenda a mamografia enquanto método de rastreamento populacional e como esse rastreamento precoce é importante.

Sabemos que existem os contras como a exposição à radiação ou o fato de que algumas mulheres sentem dor ou muito desconforto. Contudo, a quantidade de diagnósticos de câncer avançado e que trazem tantas complicações ainda é muito grande no nosso país.

Portanto, convido você a espalhar a mensagem para o maior número possível de mulheres. O conhecimento possibilita que elas façam suas escolhas de forma consciente, analisando vantagens e desvantagens.

Muito mais do que detectar um câncer precoce, temos que lembrar de nos cuidar também. Ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, dormir bem, cuidar da saúde mental, enfim, cuidar de si.

Tudo isso para favorecer que essa doença não apareça. Porém, caso ela apareça, a mamografia vem com essa proposta de detectá-la em seu estágio inicial e, assim, diminuir esse número de diagnósticos do câncer em estágio avançado.

Hoje pudemos conhecer um pouco sobre mamografia, esse exame que gera tantas dúvidas nas mulheres. Agora você sabe um pouco sobre ele e pode, junto com seu médico, analisar a melhor escolha para sua vida. Lembre-se sempre de se cuidar no dia a dia, que é uma das coisas mais importantes.

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